A vida vai bem, obrigada.
Muitos acertos, alguns tropeços, alguns suspiros e sorrisos.
Vamos levando.
Comemoro agora o início de uma maratona de viagens que inaugura minha nova fase profissional.
Um brinde a mim mesma!
Os devaneios de uma carioca de 30 anos, que está se aventurando a morar sozinha pela primeira vez. Decoração, coisinhas, desejos consumistas, malhação, dieta e Pole Dance...
A vida vai bem, obrigada.
Muitos acertos, alguns tropeços, alguns suspiros e sorrisos.
Vamos levando.
Comemoro agora o início de uma maratona de viagens que inaugura minha nova fase profissional.
Um brinde a mim mesma!
Meu estômago, devido aos estresses da última semana, foi para as cucuias.
Iniciei a clássica dieta a base de batatas, banana, mamãe e outras coisas tão sem-graça quanto até o almoço de hoje, quando abracei a idéia de almoçar com a Rê. Comemos crepe, salada, hot filadélfia e depois bolo de chocolate.
Mas se liguem: pelo menos o café era descafeinado.
E o que era pra ser dor, nem mais é, é só espera. Mais curiosidade que qualquer coisa.
Tudo se finda, segue um ciclo natural de começo, meio e fim. É óbvio, né? As coisas precisam sempre ser terminadas, por bem ou por mal, mas precisam sim!!! E inacreditavelmente tem gente que não vê necessidade.
E o que se faz quando você está no meio da história?
E o que se faz quando você imagina já ter feito tudo?
A partir do próximo mês vou voltar a viajar a trabalho. E confesso que fiquei bem animada quando vi que a Gol passaria a cumular pontos smiles.
Mas alegria de pobre dura bem pouco e esbarrei em um problema que está me irritando: o tal recadastramento.
Sou uma cliente antiga de Smiles da Varig e tenho um número super velho, que achei que já estivesse desativado. Fui tentar me cadastrar novamente e fui orientada pelo próprio site a fazer o recadastramento do meu número antigo.
Aí começou a saga!
Já tentei inúmeras vezes fazer isso, mas nunca consigo concluir o processo.
Agora a coisa piorou, o site do recadastramento nem abre mais, fica em looping eterno, voltando pra sempre pra home do portal. O telefone não atende e o atendimento online também não funciona.
Como resolver?
Vivendo no marasmo de fazer a mesma coisa durante todo o dia. Pelo menos esses dias tediosos são espaçados, o sofrimento é diluído e acaba sendo compensado por tantas outras coisas boas ao longo do mês.
Redescobri que dá pra ser feliz trabalhando sim, basta fazer o que se gosta na maior parte do tempo.
Na comparação com jan07 tô muito bem na fita.
E é engraçado notar que o que é sair da rotina para alguns, para outros nada mais é que a própria rotina. Eu mesma tenho feito um exercício diário para mostrar a mim mesma que sou uma pessoa extremamente sortuda de poder viver de frente pra praia.
O que é comum pra mim é o dia perfeito de outros.
Ontem mesmo, que dia lindo, hein? E o único trabalho que tive foi colocar o biquini, descer do prédio e caminhar durante poucos minutos à procura do meu lugar ao sol. Depois, à procura do meu lugar no mar, que estava perfeito, diga-se de passagem. Quando cansei, recolhi tudo o que era meu e depois de poucos passos estava em casa novamente. Feliz da minha vida, porque aprendi a valorizar as pequenas coisas.
Tenho admirado o nascer do sol e pôr do sol quando dá. E me realizo ao sentir a brisa do mar, ao ver os pequenos pássaros que me rodeiam e ao perceber que tudo ali
faz realmente parte da minha vida, é meu de alguma maneira, e me faz muito feliz.
Ontem aconteceu uma daquelas coisas que eu sempre desejava no antigo emprego. Que faltasse luz, que todos os computadores parassem de funcionar e todos fossem liberados. Essa é a típica coisa que a gente deseja quando tá numa fase extremamente preguiçosa ou no limite da insatisfação. O segundo, no meu caso.
A diferença agora é perceptível, porque não consegui comemorar quando meu computador simplesmente desligou às 14h e voltou a funcionar somente às 15h30, sem rede. Não havia ar condicionado, não havia telefone e os e-mails estavam inacessíveis. Diante do caos instalado e da impossibilidade de fazer qualquer coisa, só nos restou abandonar o escritório e prosseguirmos o expediente no bar mais próximo.
Novos tempos.
Eu ganhei um convite para um dos badalados lounges de uma marca de produtos de beleza no Fashion Rio. Arrastei uma amiga pra empreitada e fui toda achando que era gente. Acabei descobrindo que esses eventos não tem a menor graça se você não é uma celebridade ou pelo menos um projeto de. Eu não tinha ingresso pra desfile nenhum, mas ainda assim achei que a experiência de badalar por ali poderia ser interessante. Entramos no tal lounge cheias de pose e percebemos que nada dali era pra gente. Tinha sessão de massagem, tinha umas brincadeiras com rótulos de produtos, mas todos os espaços estavam ocupados por modelos desconhecidas por mim e badaladas pela mídia especializada. Comi umas castanhas, dei uma circulada contida e acabei vazando dali. Detalhe: sem ganhar brinde nenhum, ao contrário de muita gente que eu não fazia idéia de quem vinha a ser. Injusto!!! :P
Eu nunca tinha ido ao Fashion Rio, mas vale a experiência de ver gente diferente e algumas celebridades / sub-celebridades. Fora que o lugar onde o evento está acontecendo é sensacional. A Marina da Glória é linda!
E aí chega uma hora em que a gente já não sabe mais o que são sinais, o que é fantasia e o que é real.
Mergulho em orações e na clausura dos meus pensamentos a fim de respostas. E elas chegam muito mais rápido do que posso desejar.
E não tem jeito, acabo me questionando se são respostas de verdade ou mera coincidência.
Enquanto isso a vida passa, com suas variadas ofertas e com a diversidade já esquecida por mim em um passado não tão longínquo.
E o calor, que finalmente chegou ao Rio, nem me abala. Pra ser sincera, já esperava por ele, porque ninguém quer viver em um inverno eterno.
Sou carioca, apaixonada por sol e quem vai dizer o contrário?
No final das contas, o picolé de limão fica muito melhor. Aliás, nunca desceu tão bem.
É bom viver ao lado de pessoas gentis.
E a vida vai seguindo, porque tem que seguir mesmo.
Dá medo, o novo assusta, mas é preciso vivenciá-lo pra compreender.
Decidi que não vou pra Olinda no Carnaval. É bom assumir pra si mesma que viver a folia de lá seria uma falsa alegria.
Optei pelo calmo, pela tranqüilidade de um carnaval em paz.
Só me falta uma segunda boa companhia.
Porque a primeira eu já tenho: eu mesma. E poderia ser melhor?
Quando uma relação acaba é necessário reforçar algumas relações já existentes, renovar outras e construir novas. Tô nessa fase. Estar solteira tem rendido novas amizades e novos hábitos. Nada mais natural.
O engraçado dessa fase de reconstrução é o olhar preocupado e curioso de nossos pais.
Minha mãe, por exemplo, vive trocando o nome de todas as minhas amigas e lugares que frequentamos.
Diz ela que é muita informação para uma mente cansada e com o velho habito de me ver pra cima e pra baixo com o ex-namorado.
Digo para ela que é melhor se atordoar com novos nomes e lugares do que se preocupar com um isolamento ou solidão, com o que ela acaba por concordar.
Nem todos os pais têm essa sorte. Uma amiga de minha mãe está passando por essa fase agora. Sua filha, de 31 anos, terminou um relacionamento de mais de 3 e estava reclusa em casa, numa tristeza infinita. Por um desses acasos da vida, acabou comentando com a minha mãe a sua situação, numa espécie de desabafo ou pedido de socorro, já que sabia da minha existência.
Fato é que depois de algumas semanas tentamos tirar a menina de seu casulo. Maria realmente é mais fechada, tímida mesmo, e é claro que ainda carrega um pouco de tristeza pós-término. Contou-me que todas as suas amigas casaram ou estão namorando. Me senti em casa, talvez por isso tenhamos nos dado tão bem.
Optei logo por um programa mais agressivo.
Fomos para a Night. Comigo é tratamento de choque!!!
Dançamos, conhecemos gente nova e colocamos a roda da vida pra girar.
Porque a vida é assim, tem que seguir em frente porque o mundo não para pra ninguém chorar.
A porta antes entreaberta agora parece ter se fechado de vez. Meus olhos de menina tentavam enxergar o belo, mesmo já estando há tempos tudo sombrio e vazio. A vela agora se apagou.
Ninguém nunca poderá me acusar de não ter tentando. Usei unhas, dentes, sangue, suor, saliva e lábia. Lutei com a força que eu tinha e a que eu não tinha também.
Depois da longa batalha, agora sim me sinto pronta pra seguir em frente, virar a página, dar a volta por cima, me reencontrar.
A vida sempre se encarrega de nos reerguer depois da tormenta.
Tudo é uma questão de tempo.
E esse filme eu já vivi.
“Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais - por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.”
(Caio Fernando Abreu)
“Que bom viver, como é bom sonhar
E o que ficou pra trás passou e eu não me importei
Foi até melhor, tive que pensar em algo novo que fizesse sentido
Ainda vejo o mundo com os olhos de criança
Que só quer brincar e não tanta "responsa"
Mas a vida cobra sério e realmente não dá pra fugir
Livre pra poder sorrir, sim
Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol”
(Charlie Brown Jr)